Gastronomia · Turismo

Quase chorei na queijaria

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Em São Paulo, a vida toda comprei queijo na padaria ou no supermercado. De vez em quando frequentava uma ou outra instituição “gourmet”. Aqui, claro, existe o queijo de supermercado, fatiado ou em peça, de algumas marcas X, mas também existem várias lojas especializadas, que vendem diversos tipos de queijos de toda a Europa, daqueles que a gente vê em episódios do Netflix.

Visitei uma dessas lojas. Um cheiro fortíssimo de leite fermentado, uma coisa meio gorgonzola envelhecido. Ok, faz parte. Como estava tudo escrito em tcheco, a minha escolha foi seguir pela lista de variações “holandské”.

Eu: Please, 300 grams of Gouda cheese
A moça: What time?
Eu: Hmmmm 
A moça: How old?

Eu, que nunca pedi queijo de outro jeito que não por peso, repeti, devagar.

Eu: 300 grams of Gouda, Go-u-da cheese (apontando pra placa)
A moça, agora muito nervosa: Ok!!!!! One month old???? Two months old?????? What????

Fiquei muda, em pânico. Franzi a testa, encolhi os ombros. Jamais me disseram que eu tinha que saber a idade do queijo! Como assim?

Bem, diante da minha reação “estrangeira retardada”, a vendedora decidiu que eu levaria o Gouda com dois meses de cura. E, depois, me deu uma outra peça que já tinha um ano de maturação e um “gosto mais concentrado”.

Só sei que, além de ser grossa, ela me fez comprar quase um quilo de um monte de queijo que eu nunca mais vou conseguir pedir de novo, simplesmente porque não entendi o nome de nada, claro. Mas, pelo menos, essa gafe não cometo mais. Agora só peço queijo adulto!

 

 

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